Segurança hídrica passa pela conservação de nascentes e mananciais

No mês do Dia Mundial do Meio Ambiente, saiba como a conservação de nascentes e mananciais garante o aumento da disponibilidade e qualidade da água.

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, data estabelecida em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), é o momento ideal para refletirmos sobre a importância de preservar as nascentes e mananciais.

Neste ano, a campanha global do Dia Mundial do Meio Ambiente tem como tema “Soluções para a Poluição Plástica”, onde reforça os impactos da produção em excesso do plástico, que na maioria das vezes acaba não sendo reciclado e causa a poluição do nosso recurso mais precioso, a água.

Segundo o PNUMA, a quantidade de plástico produzida mundialmente passa de 400 milhões de toneladas por ano. De toda a produção, a reciclagem chega a menos de 10% do plástico produzido.

Neste cenário, estima-se que entre 19 e 23 milhões de toneladas de plástico acabem em lugares inapropriados, resultado do descarte incorreto que afeta diretamente mananciais, rios e mares. Ou seja, é fundamental direcionar nossa atenção para a conservação das nascentes e mananciais, elementos vitais para a saúde dos ecossistemas e o abastecimento de água potável às comunidades e territórios.

As nascentes e mananciais desempenham um papel essencial no ciclo hidrológico, fornecendo água doce para rios, lagos e aquíferos. São também habitats cruciais para uma ampla variedade de espécies aquáticas e terrestres, contribuindo para a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas. No entanto, essas fontes de água enfrentam diversas ameaças que comprometem sua integridade e qualidade.

Conscientização da população sobre a importância da conservação das nascentes e mananciais é crucial.
Conscientização da população sobre a importância da conservação das nascentes e mananciais é crucial. Foto: Getty Images

A poluição e degradação de nascentes e mananciais

Entre as principais ameaças que poluem as nascentes e mananciais, destacam-se a contaminação por resíduos industriais e agrícolas, o desmatamento, a urbanização descontrolada, o uso indiscriminado de agrotóxicos e a falta de saneamento básico adequado. Essas atividades humanas têm um impacto significativo nos corpos d’água, comprometendo sua capacidade de fornecer água limpa e saudável.

A contaminação por resíduos industriais e agrícolas é uma das principais causas de degradação dos mananciais. O descarte inadequado de substâncias tóxicas, como produtos químicos e metais pesados, pode infiltrar-se no solo e atingir as águas subterrâneas, afetando diretamente a qualidade da água que brota das nascentes.

Da mesma forma, a agricultura intensiva, frequentemente associada ao uso excessivo de fertilizantes e pesticidas, contribui para a contaminação dos mananciais por meio da lixiviação dos produtos químicos para os corpos d’água.

O desmatamento e a urbanização descontrolada também exercem pressões significativas sobre as nascentes e mananciais. A remoção da cobertura vegetal natural diminui a capacidade do solo de absorver e filtrar a água da chuva, resultando em erosão do solo e assoreamento dos cursos d’água.

Já o crescimento desordenado das cidades também leva ao aumento da impermeabilização do solo, impedindo a infiltração adequada da água e aumentando o escoamento superficial, carregando poluentes para as nascentes.

Por fim, a ausência de sistemas adequados de tratamento de esgoto e saneamento básico, bem como de coleta seletiva de materiais recicláveis, resulta no lançamento de resíduos e poluentes diretamente nos corpos d’água, contaminando as nascentes e comprometendo a qualidade da água.

A falta de acesso à água potável e de instalações sanitárias adequadas também leva muitas pessoas a recorrerem a fontes de água não tratadas, contribuindo para a contaminação e a propagação de doenças.

Soluções baseadas na natureza e na conscientização

A implementação de políticas de gestão ambiental efetivas é fundamental para regular e controlar as atividades que podem impactar negativamente na preservação das nascentes e mananciais.

A criação de áreas de conservação, a delimitação de zonas de proteção ao redor das nascentes e a adoção de soluções baseadas na natureza (SBN), que usam ou imitam processos naturais para a gestão da água são estratégias eficazes para preservar esses ecossistemas.

Também é igualmente importante promover práticas sustentáveis na agricultura, incentivando a redução do uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos, e fomentar a adoção de técnicas de manejo do solo que minimizem a erosão e a contaminação das águas subterrâneas.

A colaboração entre governos, organizações não governamentais, setor privado e sociedade civil é essencial para promover ações efetivas de preservação das nascentes e mananciais. Investimentos em infraestrutura de saneamento básico, como sistemas de tratamento de esgoto, também são indispensáveis para garantir a qualidade da água e a saúde das comunidades.

Além disso, a conscientização da população sobre a importância da conservação das nascentes e mananciais é crucial. Educar e engajar as pessoas em relação ao consumo responsável de água, ao descarte adequado de resíduos e ao cuidado com o meio ambiente é fundamental para assegurar a proteção desses recursos naturais.

Conheça mais sobre a TyQuant

Cadastre-se para receber conteúdos promocionais, e de divulgação, relacionados com nossos serviços.

Ao clicar em cadastre-se, você concorda com nossa Política de Privacidade.