Relatório da ONU indica aumento da escassez de água nos próximos anos

A escassez de água é um desafio global, em que se torna necessário unir esforços para garantir o acesso à água como um direito humano fundamental.

O acesso adequado à água é um direito humano. Porém, o uso inadequado e insustentável desse recurso natural, juntamente com as mudanças climáticas e as desigualdades sociais, resultam em escassez para a população mundial. Conforme o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2023, elaborado pela UNESCO em parceria com a ONU Água, sob o tema “Parcerias e Cooperação para a Água”, prevê-se um aumento do número de pessoas afetadas pela escassez de água nos próximos anos. Estima-se que até 2050, entre 1,7 e 2,4 milhões de pessoas possam ser impactadas pela escassez.

A falta de acesso à água potável é preocupante, afetando cerca de 2 bilhões de pessoas, ou seja, 26% da população mundial. Esse cenário contribui para o aumento do estresse hídrico global, principalmente em áreas vulneráveis do planeta, como América Latina e Caribe (15,4%), África Subsaariana (14,2%), Oceania (7,6%), Leste e Sudeste Asiático (7,1%), Norte da África e Ásia Ocidental (4,3%). Em situação oposta, Europa e América do Norte (-6,4%) e Ásia Central e Meridional (-5,3%) apresentam excedentes hídricos negativos.

O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2023 destaca que parcerias e cooperações podem produzir resultados positivos, garantindo a inclusão de todas as partes interessadas e o cumprimento dos direitos humanos de acesso à água e saneamento.

Acesso limitado à água no território brasileiro

No Brasil, mesmo possuindo a maior reserva de água doce no mundo, representando cerca de 12% do total, e mais da metade dos recursos hídricos da América do Sul (53%), muitos brasileiros ainda não têm acesso a esses recursos.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, em alguns municípios, menos da metade da população tem acesso à água potável, como em Macapá (36,60%), Ananindeua (33,79%), Marabá (32,89%) e Porto Velho (26,05%). A falta de acesso à água afeta negativamente a saúde, aumenta os conflitos, prejudica a educação e reduz a produtividade das pessoas.

Número de pessoas que enfrentam a escassez de água deve aumentar nos próximos anos.
Número de pessoas que enfrentam a escassez de água deve aumentar nos próximos anos. Foto: Adobe Stock

Diante disso, são necessárias políticas públicas que garantam o acesso à água, sendo que o Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, estabelece metas para o atendimento com água potável, coleta e tratamento de esgoto, visando a universalização dos serviços.

Além disso, uma Frente Parlamentar de Fomento do Saneamento Básico foi criada com o objetivo de conscientizar a população e promover políticas de sustentabilidade urbana, levando em consideração questões ambientais, culturais, econômicas e sociais.

Ter uma grande reserva de água doce não exime a parte da população brasileira, que tem acesso a ela, de usá-la com consciência. É isso que sugere o Guia prático para utilização dos Recursos Hídricos, desenvolvido pela TyQuant.

Na última Conferência da ONU sobre a água, realizada em Nova York, em março, autoridades de todo o mundo discutiram questões como o aumento das enchentes, a seca e o impacto das mudanças climáticas nos recursos hídricos, bem como o comprometimento de governos, instituições e comunidades locais para ajudar a alcançar objetivos e metas globais relacionados à água.

Com a escassez de água se tornando cada vez mais preocupante, iniciativas como a TyQuant são fundamentais para garantir que o acesso à água seja uma realidade para todos e todas. Com uma solução inovadora que visa ajudar na produção de água e segurança hídrica, a metodologia aplicada pela TyQuant é testada e comprovada cientificamente, oferecendo informações precisas e confiáveis que ajudam na tomada de decisões. É possível garantir que a água seja um direito humano fundamental e que seja utilizada de forma sustentável para atender às necessidades presentes e futuras da humanidade. Basta consciência e comprometimento de todas as partes envolvidas.

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