Falta de água: impacto na saúde de 739 milhões de crianças

Entenda os desafios globais da escassez hídrica e seu impacto direto na saúde e desenvolvimento infantil.

Em todo o mundo, a falta de água afeta o desenvolvimento de ao menos 739 milhões de crianças. De acordo com o relatório  “A Criança Mudada pelo Clima”, organizado pela Unicef, o número alarmante revela que a população infantil atingida vive em territórios com escassez hídrica alta ou extremamente alta.

No Brasil, cerca de 1,1 milhão de crianças e adolescentes têm a sua vida em risco devido à falta de água. Somado à crescente demanda por saneamento básico, a escassez ganha um peso ainda maior no desenvolvimento dessa população, colocando a vida de famílias inteiras em risco.

Para reverter esse cenário, as mudanças climáticas precisam ganhar destaque em diferentes âmbitos, a fim de promover a conscientização de organizações e da sociedade, com intuito de proteger a saúde das crianças.

De acordo com o Unicef, a falta de água afeta milhões de crianças em todo o mundo, ameaçando seu desenvolvimento e saúde em regiões vulneráveis.
De acordo com o Unicef, a falta de água afeta milhões de crianças em todo o mundo, ameaçando seu desenvolvimento e saúde em regiões vulneráveis. Foto: Adobe Stock

A criança mudada pelo clima

Apresentado na véspera da última edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), o relatório descreve o impacto da falta de água no desenvolvimento infantil. Durante a fase de crescimento, todos os órgãos da criança são influenciados pelo ambiente onde ela vive.

Com o aumento dos eventos climáticos e da poluição, órgãos importantes para o desenvolvimento – como cérebro, pulmões e o sistema imunológico como um todo – são afetados pela exposição a esses eventos climáticos.

De acordo com o relatório, as crianças são mais afetadas pela falta de água do que os adultos, devido a uma demanda maior por ar limpo e água, essenciais para o desenvolvimento saudável.

Além da saúde física, as mudanças climáticas também comprometem a saúde mental das crianças. Com o desenvolvimento em risco, sua capacidade cognitiva diminui, resultando em desafios adicionais relacionados à educação, alimentação e relações sociais.

A falta de água no mundo

Segundo o relatório da Unicef, as regiões do mundo mais afetadas pela falta de água são a África ao sul do Saara, Ásia Central, Meridional e Oriental, bem como o sudeste da mesma região. As populações afetadas ocupam regiões de média e baixa renda, dificultando o acesso a serviços básicos de saúde.

Apesar do Brasil não ser uma das regiões mais afetadas pela falta de água, os desafios da escassez hídrica marcam algumas localidades do país. Com o avanço da seca e desertificação dos territórios, todas as 62 cidades do estado do Amazonas, por exemplo, enfrentam dificuldades para conseguir água.

Para refrear os impactos da escassez hídrica, o relatório reforça o papel de serviços sociais essenciais, que podem proteger a vida de crianças e adolescentes nas áreas de risco. Estabelecer acordos internacionais, metas e mudanças no uso de água, é outra alternativa eficiente para reverter o cenário.

O relatório evidencia que colocar as crianças no centro da ação climática é uma responsabilidade coletiva. Os números revelam um grande apelo da população mais jovem para a sua sobrevivência, exigindo espaço na política climática e prioridade na tomada de decisões.

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