Crise amazônica: relatório do IPCC revela ponto de não retorno

Segundo cientistas, o constante avanço de queimadas e desmatamentos coloca a floresta em estado crítico até 2029.

Para compreender o impacto causado pelo aquecimento global, o Painel Intragovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulga relatórios científicos recorrentes para contextualizar a emergência climática. No relatório mais recente, cientistas identificaram que a Amazônia está perto de atingir o seu ponto de não retorno.

O termo é do inglês tipping point, para se referir ao momento em que o bioma não consegue se autorregenerar. A baixa resiliência ocorre devido às práticas constantes de exploração na Amazônia.

Foto: Getty Images/Canva

No relatório, o IPCC aponta que a agropecuária é um dos principais setores responsáveis pela devastação do bioma. A prática de desmatamento e queimadas irregulares é marcada pelo setor, como forma de aumentar o pasto para a criação de gado.

A partir do ponto de não retorno, a Amazônia pode apresentar um avanço na desertificação, que afeta diretamente toda a biodiversidade. O desaparecimento das florestas também altera o ciclo hidrológico natural, contribuindo para a escassez hídrica.

O aumento das temperaturas causa fenômenos climáticos que provocam um aquecimento constante e atípico. O El Niño, por exemplo, marca um período de eventos climáticos extremos, como períodos de secas e chuvas intensas.

Alternativas para transformar o cenário de crise

Diante dos constantes desafios do aquecimento global, os pesquisadores do Painel Intragovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) identificam possíveis soluções. Segundo o relatório, 74% da Amazônia podem ser preservados e 6% das áreas impactadas podem ser restauradas.

Medidas como o investimento de setores sociais em soluções sustentáveis, bem como a conscientização social, são as recomendações do relatório. O documento também reforça a união de poderes governamentais com as comunidades indígenas para promover a proteção da floresta amazônica. As alternativas sustentáveis, alinhadas às Soluções baseadas na Natureza (SbN), apresentam eficiência na preservação e promovem a gestão hídrica. A partir de ações de baixo impacto, é possível reformular o uso de recursos naturais e garantir a segurança e o abastecimento da população.

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