Águas subterrâneas: desvendando seu uso para a sustentabilidade hídrica

Entenda como muitos países enfrentam desafios e adotam soluções sustentáveis diante da crescente demanda por recursos hídricos.

De toda a água doce presente no planeta Terra, 97% são identificadas como águas subterrâneas. Devido à abundância desse recurso, muitos países utilizam essa fonte como alternativa para garantir a segurança hídrica.

Na Europa, por exemplo, países como Alemanha e Dinamarca têm boa parte de seu abastecimento proveniente de águas presentes no subsolo, 70% e 100%, respectivamente.

As águas subterrâneas desempenham um papel crucial no abastecimento, enfrentam desafios e estão sujeitas a regulamentações.
As águas subterrâneas desempenham um papel crucial no abastecimento, enfrentam desafios e estão sujeitas a regulamentações. Foto: Getty Images

Enquanto o Brasil, que também conta com águas subterrâneas em seu território, tem um número reduzido de aproveitamento deste recurso. Apenas 18% das cidades brasileiras têm o seu abastecimento feito a partir de águas presentes no subsolo.

Pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc-USP) revelaram, durante a última edição do Ciclo ILP-FAPESP, que o uso de águas sob a superfície terrestre no Brasil pode ser um aliado no enfrentamento de futuras crises hídricas.

Infraestrutura e gestão para águas subterrâneas

Com o estado crítico da escassez hídrica em diversas regiões do país, os pesquisadores defendem constantemente o investimento em infraestrutura, capaz de fornecer alternativas sustentáveis para reduzir os impactos da crise hídrica.

A bacia do Paranapanema é um exemplo prático dos desafios causados pelo consumo desenfreado. Responsável por abastecer 247 municípios entre a região do estado de São Paulo e Paraná, a bacia passou por uma crise severa no ano de 2018, alcançando os piores índices registrados.

Contudo, os pesquisadores revelam que a crise só não foi ainda mais devastadora devido ao sistema misto de alguns municípios, que utilizam águas subterrâneas e superficiais. Dessa forma, diversificar o acesso a fontes torna o uso de recursos naturais mais equilibrado.

Legislação

Ao longo do seminário da FAPESP, os cientistas colocaram em pauta a necessidade de uma gestão hídrica eficiente, capaz de promover o uso de águas subterrâneas, mas de forma regulada.

A legislação de águas subterrâneas foi estabelecida pela primeira vez no estado de São Paulo, sendo regulamentada em 1991. Segundo pesquisadores, essa lei foi replicada em outros estados sem considerar as especificidades de cada território.

Para saber mais sobre os aquíferos e a disponibilidade de águas sob a superfície terrestre no Brasil, acesse:

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