Situação de saneamento nas cinco melhores e piores capitais brasileiras evidencia realidades distintas

Relatório anual revela como diferentes regiões têm acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.

A última edição do Ranking do Saneamento revela um contraste entre as principais capitais brasileiras. Realizado pelo Instituto Trata Brasil (ITB), o relatório é elaborado desde 2009 com base na população dos 100 maiores municípios do Brasil, utilizando índices do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).

De acordo com o relatório deste ano, a dificuldade de acesso à água potável afeta a vida de 35 milhões de brasileiros e brasileiras.

O saneamento básico ainda é um desafio em diversos municípios. O relatório aponta que 100 milhões de pessoas são afetadas pela falta de coleta e tratamento de esgoto. O contato com efluentes afeta a saúde da população e o seu desenvolvimento.

O Ranking do Saneamento, do Instituto Trata Brasil, revela a diferença no acesso a serviços básicos nas principais cidades no Brasil.
O Ranking do Saneamento, do Instituto Trata Brasil, revela a diferença no acesso a serviços básicos nas principais cidades no Brasil. Foto: Getty Images

As capitais brasileiras com os melhores índices de saneamento

No Ranking do Saneamento de 2023, a cidade de São Paulo ficou entre os 10 municípios com os melhores indicadores, ocupando a 7ª posição. Outras grandes cidades como Curitiba (PR) e Palmas (TO) ocuparam o 15º e 16º lugar, respectivamente. Nos destaques, capitais como Brasília (20ª) e Goiânia (2ª) conseguiram bons resultados.

Comparadas aos índices do Sistema Nacional, as capitais brasileiras conseguem levar água potável para ao menos 98% dos seus habitantes; o tratamento e a coleta de esgoto chegam a 90% da população, que ultrapassa a média do país (51,2%); e o índice de perda de água chega a ser inferior ao nível nacional (41,3%).

A situação alarmante do saneamento nas capitais

 Os piores índices de saneamento se concentram em grandes municípios nas regiões Norte e Nordeste. Municípios como Macapá (AP), Porto Velho (RO), Belém (PA), Rio Branco (AC) e Maceió (AL) são algumas das cidades que ocupam os últimos lugares da lista.

As capitais apresentam situações preocupantes, onde a população enfrenta uma realidade precária em relação aos serviços básicos. Todas as cidades listadas sofrem de falta de água potável e não recebem tratamento e coleta de esgoto.

Enquanto as cidades destaque oferecem acesso a água potável para 99,7% da população, os 20 municípios com situações alarmantes conseguem chegar em apenas 79,6% dos habitantes. A coleta e o tratamento de esgoto também estão comprometidos, cidades como Macapá (AP) e Porto Velho (RO) conseguem atender somente 29,2% da população.

Metas ambiciosas para transformar o cenário

Em julho de 2020, a Lei Federal n.º 14.026, que fortalece a política nacional de saneamento, foi reestruturada para desenvolver uma gestão eficiente de saneamento básico. Além de novos eixos estruturantes, o novo marco delimitou metas ambiciosas para transformar o cenário alarmante de algumas regiões do país.

De acordo com o novo marco legal do saneamento, o fornecimento de água para 99% da população e o tratamento de esgoto para 90% dos brasileiros e brasileiras devem ser aplicados até 2033.

Alinhado ao desafio de transformar a realidade de uma extensa população, o Ranking do Saneamento contribui como uma ferramenta de acompanhamento. O cenário exige ações eficazes – alinhadas ao Marco Legal do Saneamento – a partir de uma gestão com foco em desenvolvimento das áreas mais afetadas.

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